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A foto me faz lembrar de sonhos que às vezes costumava ter em que podia voar. Era só dar um pequeno impulso e pronto… podia ir onde quisesse.
Não tenho tido mais esse tipo de sonho. O que é uma pena, pois fazem falta pra essa pessoinha que tem se sentido tão presa à rotina.
Buenas, se eu estivesse com menos sono prolongaria-me mais no post. Vou pra cama na companhia do “Bê” e do “Snif”. Ok, agora só quem me conhece mesmo para saber do que falo e que não durmo sem eles!
Mas quem sabe hoje não rola um vôo panorâmico?
Hoje tem show do Los Hermanos aqui em Porto Alegre. Bom, em primeiro lugar, eu não poderia ir porque sou uma escrava do trabalho à noite. Em segundo, deixo aqui uma ótima observação que um colega de trabalho fez dia desses: “Se um fã de Los Hermanos já é chato, imagina vários juntos”.
Contando que ninguém passa por aqui mesmo, acho que não vou perder meus amigos fãs de Los Hermanos
Enfim, falando bobagem pra não lembrar que meu coração tá pesado…
Acordada ainda. Apesar de já serem mais de 5 da manhã. O motivo: algumas lembranças remexidas.
Vi hoje, pela segunda vez, o filme Closer, o qual eu não tinha gostado. Tenho esse costume – que considero bom – de rever filmes em que a minha opinião vai contra uma grande maioria. E, sim, sou obrigada a concordar que o filme é mesmo muito bom. Mas o que mesmo me incomodava tanto nele inicialmente? Talvez eu tentasse negar, mas tem uma cena do filme que lembra muito a minha primeira dor de amor.
Obviamente que a gente não esquece assim nossas decepções amorosas. Principalmente a primeira. No entanto, há alguns anos que não pensava nelas com tanto vigor. E, na verdade, não as choro como antigamente. Se a tristeza hoje vem forte, não é a mesma, com aquele significado que só o momento único dá. O amor ferido de então conseguiu – após um longo tempo, admito – apropriar-se unicamente das boas lembranças. Quais são as ondas revoltas, então, que trazem na espuma um pouco de melancolia ao coração? O sepulto da dor amorosa, no meu caso, nada teve a ver com aquilo de mim que deixei pra trás. Talvez a ferida que ainda está aberta seja por um certa identidade que foi-se embora sem as devidas despedidas. Choro hoje pela minha “versão” primeira, aquela que sonhava tanto, que podia tomar pra si todas as ilusões ao seu alcance sem o mesmo medo amargo dos sujeitos n vezes decepcionados.
A constatação não me faz negar o que sou hoje. Ou o que pelo menos acredito ser. Até porque, como negar o muito pouco que sei das minhas próprias verdades? Por ora, choradas as minhas pequenas chagas, deixo-as novamente quietinhas, mas nunca ignoradas. É possível ignorar parte do que nos constitui?
