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E não é que o meia-boquíssima O Ano em que meus Pais Saíram de Férias, de Cao Hamburguer, bateu Tropa de Elite, de José Padilha, na disputa por uma vaga para o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro? Isso porque a escolha da estatueta nada tem a ver com o gosto do público, mas com o bando de sexagenários da Academia. Eu, hein!
Hoje eu voltei pra casa pensando o que ganham algumas pessoas sendo grosseiras e medíocres…
E isso importa? Não, porque ganhei eu, por poder então perceber tão mais vivaz a acolhida despretensiosa de um amigo. E é por essas horas que o convívio vale a pena.
Eu não vivo sem música. Eu preciso de “trilha” quase o tempo todo. No entanto, vez por outra aparece alguma especial, dessas que toca mesmo o coração. Antes de acusar a breguice da última frase, ouça três canções:
- The Boxer, com Joan Baez e Simon & Garfunkel (“I’m leaving, I’m leaving, but the figther still remains…”)
- Let it be, na voz dela de novo
- Gracias a la Vida, e ela, once again! Só que na companhia de ninguém menos do que Mercedes Sosa
Acho que dá pra entender, né?
Vejam só minha sorte de hoje do orkut: “Coisas boas estão sendo ditas sobre você”.
Ok, que bom. Melhor ainda se dissessem diretamente pra mim!
Foda-se! Um grande foda-se!
Perdoem-me todas as cabeças pensantes, inclusive a minha. A ela vou dar uma espécie de licença-saúde. Uma licença-alienação. Não quero pensar profundamente sobre absolutamente nada.
Sabem aqueles grandes quebra-cabeças de mil peças com castelos da Bavaria? Pois é, às vezes eu sinto como se fosse aquela peça chutada para baixo do sofá…
E a cabeça cansa de tanto tentar entender isso o tempo todo. Mas eu não vou desistir… só hoje.
Até lá, quem será que matou a Taís?

