tava ali sentada na grama, lendo meu Bolaño póstumo. um grupo se aproxima de outro:
“somos estudantes de psicologia e a gente está fazendo um trabalho para a faculdade. podemos filmar? a pergunta é: pra ti, o que é felicidade?”.
no livro, rosa acaba de descobrir a homossexualidade do pai. tem uma infelicidade ali. não julgo rosa, não julgo o guri que responde qualquer coisa para se livrar da câmera e do grupo de estudantes. há infelicidades e há subjetividades. cada qual com as suas.
isso, não me percebam. não sei responder isso. há uma dose grande de clichê em também não saber o que é felicidade. pra além da anestesia, tenho, para cada página lida, o lembrete da narrativa inexistente.


1 comentário
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junho 2, 2011 às 3:26 am
TatiMatz
Muito bom!
Mas também reconheço a força do clichê, no momento em que definir felicidade em duas linhas ou em dez segundos é definitivamente algo pra poucos.