tava ali sentada na grama, lendo meu Bolaño póstumo. um grupo se aproxima de outro:

“somos estudantes de psicologia e a gente está fazendo um trabalho para a faculdade. podemos filmar? a pergunta é: pra ti, o que é felicidade?”.

no livro, rosa acaba de descobrir a homossexualidade do pai. tem uma infelicidade ali. não julgo rosa, não julgo o guri que responde qualquer coisa para se livrar da câmera e do grupo de estudantes. há infelicidades e há subjetividades. cada qual com as suas.

isso, não me percebam. não sei responder isso. há uma dose grande de clichê em também não saber o que é felicidade. pra além da anestesia, tenho, para cada página lida, o lembrete da narrativa inexistente.