Verdades universais do paladar (1)

* CUIDADO: já aviso que não leiam aqueles que facilmente sentem-se ofendidos com textos repletos de generalizações. Quem se encaixar em alguma exceção, por favor, os comentários estão aí para isso.

Não é preciso muito tempo de convivência comigo para saber que existe uma Magali dentro de mim. Ou, como diriam alguns amigos meus, “que eu como feito um guri”. No entanto, mesmo os melhores de garfo mantêm alguns critérios gastronômicos. Listo aqui algumas observações e classificações que fiz sobre o assunto durante a vida:

Alimentos que ninguém com menos de 50 anos gosta
* frutas cristalizadas – Ora!!! pra quê comer isso? Uma paradinha que nem tem gosto de fruta, com cores bizarras e que mais parece aquelas cascas que se formam na gelatina do que qualquer outra coisa.
* doce de abóbora – vamos combinar que até aquela abóbora com carne moída que a mãe da gente faz só se come por questões de pirâmide alimentar. Agora, doce de abóbora? pior ainda aquelas que parecem uma cocada laranja e que vem em bandeijas de isopor, argh! (tá, já tô até vendo os comentários do tipo: “isso porque tu nunca comeu o da minha vó”. Ah, não vou comer mesmo. Nego, nego, nego!)

Alimentos que não tem como não gostar
* queijo – ahn? como assim? repete: tu não come queijo? Como é que tu sobreviveu a todos aqueles aniversários da turma
de adolescência, comemorados em rodízios de pizza?
* batata frita – ah, não. Não tem como fazer qualquer comentário. Pessoas que não gostam de batata frita não merecem crédito.
* maionese – fala sério? maionese, a mãe salvadora de todas as comidas sem sabor. Quem nunca salvou aquela massa sem sal ou que ficou uma paçoca com o famoso dueto maionese e catchup?

to be continued…

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Quando tudo fizer questão de parecer tão tedioso, lembre-se: é só uma questão de mudar de perspectiva 😛

Eu, plantando bananeira em Londres, no lugar que representa o meridiano de Greenwich.

Werther e a vida

“Que a vida é apenas um sonho já antes de mim outros o disseram, e é esta uma idéia que me persegue por toda parte. Quando vejo em que estreitos limites se encerram as belas faculdades do homem; quando vejo que a sua atividade e a sua inteligência se esgotam para a simples satisfação de necessidades tendentes a prolongar uma existência desgraçada; quando considero que a sua tranqüilidade, em presença de certos problemas da vida, é tão somente uma ilusória resignação, como seria a do prisioneiro cujo cárcere tivesse as paredes revestidas de pinturas atraentes e variadas, então, meu caro Guilherme, concentro o espírito em recolhimento e encontro nele um mundo de pensamentos… ou antes de percepções confusas e de vagos desejos…” *

Caramba!!! Pessimista o Werther? quase nada 😛

* Trecho de “Os Sofrimentos de Werther”, Goethe.

"Ponha um pouco de amor na sua vida…"

Ah, tanto tempo que não ouvia esse música… tocou hoje na rádio enquanto eu ia para o trabalho… Um trechinho:

É melhor ser alegre que ser triste
Alegria é a melhor coisa que existe
É assim como a luz no coração

Mas pra fazer um samba com beleza
É preciso um bocado de tristeza
É preciso um bocado de tristeza
Senão, não se faz um samba não

Falado

Senão é como amar uma mulher só linda
E daí? Uma mulher tem que ter
Qualquer coisa além de beleza
Qualquer coisa de triste
Qualquer coisa que chora
Qualquer coisa que sente saudade
Um molejo de amor machucado
Uma beleza que vem da tristeza
De se saber mulher
Feita apenas para amar
Para sofrer pelo seu amor
E pra ser só perdão

Vinicius de Moraes e Baden Powell, “Samba da Benção”

Obs.: é desse música uma das frases mais bonitinhas que já ouvi: “A vida é arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida”.