That’s so last week

Praticamente todo o dia tem alguma visita no contador do wordpress relacionada à palavra “formatura”. Acho engraçado pessoas que chegam ao blog atrás de “agradecimentos de formatura”. Onde foi parar a originalidade das pessoas?

Por falar em originalidade nesse quesito, isso me faz lembrar um dos meus primeiros namorados. Um momento revival de nossa história foi durante a formatura dele. Tínhamos reatado há pouco tempo. Várias ex dele na plateia. Entendo que ele quis ser legal em não fazer nenhum comentário direcionado, mas “agradeço a todas as minhas eventuais namoradas durante o curso”. não, né, Jeffbass? 😛

Detalhe para o momento recepção, quando a tia de um amigo, sem saber quem eu era, vira para mim e diz: “achei engraçado aquele baita namorador lá, que resolveu agradecer todas as namoradas”. HA! Um outro amigo tenta puxar qualquer outro assunto, tipo “tá quente hoje, não?”, só para me tirar da sinuca de bico.

Jefer jura que minha total bebedeira na festa daquele dia foi por causa disso. Penso que ele tá se achando, he. Foi só uma bebedeirinha, com direito a pequenos apagões. Nem xinguei ele nem nada. Porque no fundo, no fundo, eu sempre fui uma namorada muito legal para esses meninos 😉

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Plim plim

Rolou uma pifada no meu antigo computador. Ainda que o atual seja bem melhor, não me conformo com o que perdi na partição destinada para meus arquivinhos amados. Entre eles, a entrevista que fiz com meu pai para um trabalho da Fabico. Gostava de colocar às vezes no mp4 para ouvir um pouquinho… Faz parte. O lance é praticar o desapego.

Desapego… Vamos ver o que será de mim depois da aula experimental de kung fu nesta semana. Putz, esqueci de contar isso para meu irmão hoje quando ele ligou de sampa. vibraria, certo.

Ferormônios. Começo a acreditar neles.

Let me be your light

Das semelhanças que são meras coincidências, lembro sempre do mesmo roteiro. Ainda bem que gosto de ir sozinha ao cinema, pois chorei o mundo real no meu cantinho, procurando não fungar, enquanto espectadores riam o mundo fictício de Little Miss Sunshine.
(Dwayne, o irmão mais velho de Olive, descobre que não pode ser piloto porque é daltônico. Em uma crise de choro, decide não seguir viagem. Todos tentam reverter, mas apenas Olive consegue convencê-lo a seguir em frente.)
(Na pasta importantes da caixa de e-mail, encontro um recado de feliz aniversário:
“Beijos do irmão que muito te ama. Ama mesmo. Mesmo sendo diferente de ti, tenho a absoluta certeza que sabes que tu és a pessoa e a coisa mais importante em minha vida. Geralmente, em meus piores momentos, apenas uma palavra tua ou somente um toque teu são suficientes para provocar um efeito balsâmico. Por ora, o único presente que posso dar-te é meu MUITO OBRIGADO.”)
Dwayne será sempre tu e eu serei sempre Olive em minhas lembranças. No nosso pequeno álbum kodak, vestimos roupas anos 80 e sempre te olho embevecida. São lembranças acertadas para buscar sorrisos inocentes.
Meu abraço nem sempre te convence do que é melhor, não é? Meu abraço por vezes não te convence de que a vida vale a pena, certo? Ainda te orgulha de contar aos outros que sou tua pequena irmãzinha? Espero que sim. Não imagino um mundo sem nossas conversas, sem nossas risadas, sem nossa cumplicidade. Combinemos: nunca mais deve pensar que não preciso segurar tua mão de vez em quando.
Porque um mundo sem Dwayne é como não esbarrar nas coincidências de todos os abraços apertados.

And I’m welcome no more

A trilha é The Smiths. Abro o yahoo groups e leio algumas mensagens da Catrefa. Isma, Bunda e eu quase todas as sextas na Neo. As discussões intermináveis sobre a vida ser uma merda. Uns tantos amigos viajam, literal e mentalmente.

Meu coração, de repente, apertou muito de saudade. Saudade dos 20 e poucos anos. Saudade da inconsequência. Saudade da melancolia. Saudade de todos nós como éramos. Vamos marcar de produzir um filme tipo O Primeiro Ano do Resto de nossas Vidas?

Ri muito também. De todas as bobagens que a gente falava. De como éramos infantis, inteligentes e emotivos.

Mas tive também vontade de chorar. Reconheci nosso grupo. Me reconheci naquelas mensagens. Reconheci os disfarces que vesti no tempo em frente.

Quando reabre a Neo? Quando todos ouviremos The Smiths juntos novamente?

Alguém decorou o caminho de volta pra casa?