Adeus

Derivadas, integrais e eu entramos ao mesmo tempo naquele universo. A ausência me causou o sufoco da morte. “Mas troquei o obituário pelo atraso do avião”, diria o Ira. Antes da minha fuga, a banda dele tocou “Não Vá Embora”. Me perdi em Londres  sem perder o carinho. Guardei todos os presentes e cartas. Mas, na formatura dele, o último suspiro. Nosso timing passou, baby. Ponto A com ponto B. Adeus.

Enquanto bato na porta para me salvar, a regata dele é rasgada pela ex, incrédula do beijo presenciado pelo retrovisor do carro. “Você conquistou o bonitinho da turma, ande dez casas”, brincou o melhor amigo. “Você achou que ele nunca te trairia, volte para o início do jogo”. Uma mensagem amorosa de celular prova que o destino pode castigar a personagem errada. Ponto A com ponto B. Adeus.

Como um carinho, convido o colega para ir ao cinema. Ele erra de sala. Ainda assim, quero ajudá-lo a dormir menos no teclado. “Me empresta o Portnoy?”. “Claro”. O Roth já surrado é devolvido mais surrado ainda.  “Ei, boca, sorria, sorria H, sorria tuas marquinhas de expressão, mostre ter esquecido de tristezas e decepções.” Fodam-se as páginas de Portnoy. As páginas dele é que estão guardadas. “Avesso da Vida”. Ele vai gostar do Roth mais uma vez. Vai gostar de novo. Sejamos felizes, não é? Ponto A com B. Adeus.

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