Cinquenta e três anos, sete meses e onze dias…

Não sou Florentino Ariza porque não gosto de contar o tempo. Ele tinha uma crença inabalável. Eu tenho crenças que não falo em voz alta porque tenho medo que se tornem verdade. Mas as cartas. As cartas nos fazem tão parecidos.

Fermina Daza não sabe como penso. Se há pensamento uniforme, não perguntarei. Enquanto isso, parece que sempre estragamos o clímax do fim. Pormenores, nem tão menores, antecipados. Porque nem todo mundo é firme como um personagem de Márquez. Mas a crença, não digo em voz alta. Há muito para se conservar para daqui a cinquenta e três anos, sete meses e onze dias…

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