A vida não é uma festa

Ok, o mundo não é um moranguinho, ando cansada pra caramba e mal consigo olhar e-mails quando chego em casa, quiçá escrever no blog.

At least, consegui terminar de ler Paris É uma Festa, do Hemingway, entre as fortes cochiladas que faço at home. Desde que vi Cidade dos Anjos, e Seth, personagem do Nicolas Cage, fica enlouquecido por esse livro, tinha vontade de lê-lo. Decepção.

O enredo, não ficcional, em primeira pessoa, trata da vida do escritor com a primeira mulher, quando ele foi viver em Paris, nos anos 20. Entre descrições de cafés, apostas em cavalos e a amizade com Gertrude Stein, Hemingway parece, por alguns momentos, um grande filho da mãe.

Além de volta e meia desmerecer o trabalho de outros escritores da época, o cara dá uma detonada na reputação de Scott Fitzgerald, com relatos da vida pessoal do escritor que renderiam algum processo hoje em dia, certamente.

E quando o lance começa a esquentar com fatos da vida do próprio Hemingway mesmo, acaba o livro. Ou, a última mulher dele, que editou a obra, pode ter omitido partes. Vai saber…

Enfim, o lance agora é se dedicar aos clássicos mesmo. Basta lembrar onde, no limbo da minha casa, enfiaram Por quem os Sinos Dobram.

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“Tem lembranças que constrangem porque são ruins… Assim como tem lembranças que constrangem por terem sido boas”

Foi tão bonitinho quanto a memória ruim de repente mostrar que lembra do que talvez só minha memória de elefante lembraria.