onde desliga o ventilador?

Partindo do “to be continued”: voo para el calafate na manhã de quarta-feira. podia chegar em três horas, como previsto se tivesse dado tudo certo com a primeira passagem, mas essa, remarcada, fazia escala em bariloche. rolou uma canseira de ficar tanto tempo sentada em avião, naquelas poltroninhas apertadas, mas, ok, pelo menos a pessoa dormiu um pouco (a ponto de nem ver quando o avião tinha decolado, pousado, blá blá, he).

em el calafate, começa o choque térmico. devia estar menos de 15 graus na cidade. até aí, ok. Nada que uma gauchinha não suporte. fiquei no hostel glaciar del libertador. quando cheguei lá, conversando com as meninas da recepção, descubro que é quase impossível visitar perito moreno no tempo que me sobra, já que os horários de ônibus e excursões são limitados. a não ser pagar um taxi ida e volta. não é tão caro, mas ainda assim, pesava no orçamento.

no tempo em que me ajeito no quarto, uma australiana, a Rianna, chega no hostel, com o mesmo problema. o problema vira solução, pois dividindo o taxi, fica só um pouco mais caro que as excursões. e lá vou eu, mais uma vez, falando mais inglês do que espanhol de novo. na verdade, dessa vez foi mais puxado o trabalho de “tradutora”, já que eu tinha que traduzir do espanhol do taxista (uma figuraça muito divertida) para o inglês da rianna e vice-versa. nada de português em calafate!

verdade é que podia ter ido sozinha que ainda assim valeria a pena a grana gasta. não importa nem a sensação térmica abaixo de zero próximo a essa geleira fantástica que é perito moreno. algo de sentar e ficar babando um dia inteiro, não fosse a friaca que faz por lá e o ventão que impossibilita fotos sem parecer uma propaganda de xampu. saquem só:

 

 

Outra coisa impressionante nesse lugar é tentar flagrar o exato momento em que pedaços da geleria caem. segundo o taxista, é um movimento de vai e vem. ela perde 2 metros por dia e ganha outros dois.o barulho que faz momentos antes de cair é algo fantástico, parece que virá tudo abaixo.

por sorte, num desses momentos, mesmo eu tinha ligado o modo vídeo da câmera. foi tanta emoção que escapou até uma pronúncia meio jeca do “recording”!

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