altitude, frio e a cumbia boliviana

Nada tinha me assustado, nesse quase um mês de viagem sozinha, até começar a programar o passeio ao salar de uyuni, na bolívia. e olha que eu aprontei de tudo um pouco até esse ponto do roteiro, como fui contando por aqui. fato é que, se tem uma coisa que me dá medo, sozinha ou não, é depender de estradas ruins e motoristas desconhecidos. de certa forma, assim seria minha reserva do tour ao salar: um chute quase no escuro.

depois da função pesquisa por uma agência decente para fazer o passeio de quatro dias, em jipes 4×4, fiquei mesmo com a mais carinha, mas que, ao que tudo indicava no trip advisor, era a mais aconselhável. Para se dirigir ao maior deserto de sal do mundo (12 mil km²), saindo de são pedro de Atacama, existem duas opções: uma viagem de três dias e duas noites, ficando no fim do tour por uyuni mesmo, cidade na bolívia sem nada para fazer, ou em quatro dias e três noites, voltando para São Pedro. Fiquei com a segunda, já que era mais barato voltar para poa de santiago do que de algum lugar da bolívia.

uma vez acertado tudo com a agência e comprados os “snacks” para a viagem de quatro dias, terça-feira pela manhã, pouco antes das 8h, estava eu em frente ao escritório deles, como combinado, mas não havia sinal de ninguém no local. por um instante, cheguei a pensar que tinha entendido algo errado. até que chegou um casal de brasileiros, do rio de janeiro.

após chegar alguém da agência, trocamos dinheiro, compramos água e, dali, fomos em uma van até a fronteira chile-bolívia. o posto de saída do chile era bem direitinho, já o de imigração da bolívia… julguem por conta própria.

"posto" de imigração boliviano

Depois de todos os procedimentos de imigração é que a aventura começa mesmo. Em 12 pessoas, fomos divididos em dois grupos de seis para dois jipes. não fiquei com os brasileiros, pois um dos carros ficou com os três casais da excursão. tive de ir para o outro, com um bando de suíços e um francês.

viagem em jipes 4x4

Rolou uma dor de cabeça de tanta gente falando alemão ao mesmo tempo, somado a um calypso boliviano rolando solto na rádio do Alejandro, motora que dirigia o nosso jipe. nesse primeiro dia, vimos as lagunas blanca e verde, ao pé do vulcão licancabur, mais a laguna colorada e seus flamingos.

laguna verde

Isso tudo depois de tomar um banhinho (o único do dia, diga-se) em águas termais e visitar os geysers sol de la mañana, a uma altitude de 4.985 metros, conforme marcava o relógio do cristian, um dos suiços que ia no meu jipe.

acho que, até então, não tinha estado em um lugar tão alto. não sofri como no segundo dia da trilha inca, no peru, uma vez que o esforço físico aqui é menor, né? (galera fica um tempão dentro do jipe). anyway, nessa primeira noite, todo mundo dormiu mal pra caramba e se acordou pelas duas da matina, com uma sensação de chapadeira.

eu não cheguei a me sentir “perdida”, mas respirei mal e fiquei com uma p*** dor de cabeça. deveria ter arranjado umas folhas de coca.

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