Esses tantos lugares

“Quando a mão dela segura alguma coisa, as pontas dos dedos pressionam alternadamente como se tentassem lembrar como se toca uma melodia no piano. Talvez ela toque piano ou tocasse quando era pequena. O repertório de carícias de uma pessoa é uma coisa comovente de se pensar. Por que toca nas outras dessa ou daquela maneira. Vem de tantos lugares. O que imaginamos que deve ser bom, o que fizeram em nós e gostamos, o que é involuntário, o que é nosso jeito de agradar e pronto” 

(Daniel Galera, em Barba Ensopada de Sangue)

O repertório de carícias. Gosto da expressão para esses tantos lugares que te formam como um DNA único e ao mesmo tempo mutante. Espiral única onde o toque chega, espiral nova onde o toque recomeça. Minha, construída, tua, decorada.

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