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Mais um semestre em que eu achei que fosse levar a vida na boa. Aí a pessoa resolve fazer kung fu 3x por semana, aulas na Letras 4x por semana, espanhol no sábado e mais 8 horas de trabalho por dia.

Shows, despedidas, barzinhos com amigos completam a soma de horas diária que fecha em quase 20. Dormir? É para os fracos. Mas rolou uma desmaiada nos dois últimos dias. Tipo deitar e acordar no outro dia com a mesma roupa, saca?

Quando começar a pensar no mestrado? Preciso fazer isso ainda esse mês. Em que área? Falta apenas esse pequeno detalhe.

Voltar a ler. Estava na tentativa de ler Apanhador no Campo de Centeio pela segunda vez, mas ler livro duas vezes em fases como essa é puro luxo. Depois de terminado O Turista Acidental, fico com Paris é uma Festa, do Hemingway.

By the way, título que peguei na ufirguis junto à English Complex Sentences, para me achar um pouquinho naquela aula de inglês meo chata às 7h30min da madruga de terças e quintas no campus do vale. Certo que já rolaram algumas matadas de aula.

Pelo menos tenho assistido filmes. Ou não. Tem dois baixados no computador esperando apenas por um bocadinho de tempo em que eu pare para ver e não pegue no sono. No cinema, rolou hoje Como Treinar seu Dragão, em 3D. Legalzinho. Bonitinho. Momento sociável com o ex-colega e bom amigo Gustavo Skrotzky, que já mentiu para mim que não tinha visto o filme dos Simpsons só para me fazer companhia. Adoro meus amigos.

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voltem. voltemos. vamos todos

em um prenúncio do pânico de perder pessoas, aos três anos, no meio de um parabéns a você a uma prima da mesma idade, vi minha mãe desaparecendo da sala. a lembrança é clara, e acho que até tenho uma foto desse momento. um nó na garganta. palmas, canto, línguas de sogra ao meu lado. eu? engolindo o choro.

fui a primeira a abandonar os outros. aos 20, fui fazer 21 em londres. voltei, fiquei, estaquei. tive que engolir em seco cada ida dos meus melhores amigos. houve épocas em que dizer tchau no salgado filho era tão banal quanto jogar truco na casa do rex. é, o rex. aquele que foi comigo, voltou comigo, foi embora, “foi voltado”, foi embora, voltou e foi embora de novo.

e eu tinha essa mania de dizer que era tão bom ir-se que a fila foi andando continentes afora. cassiano, márcio, coral, ismael, diego. às vezes todo mundo ao mesmo tempo. e não me arrependo se disse, oras. é bom ir mesmo.

mas aí rola a velha autossabotagem. não basta ter que ficar dando tchau toda a hora para velhos amigos. tem também que fazer novos amigos bem na hora em que eles estão indo embora.

bolo, guaraná, galera reunida… ou não… todos cantam parabéns… ou não… alguns saem da sala… ou não… o nó da garganta de novo… não. aprendi a lidar com o lance… ou não, sei lá. o que vale, ainda, é fazer amigos.

P.S.: ele é o mais implicante dos amigos, ele cutuca nos defeitos, ele critica. Mas ele é o meu “melhor melhor amigo”, sempre. No meio da edição Café ZH na Zona Sul (projeto dos cadernos de bairro que rolou bem no dia do meu aniversário), cururuzinho me mandou entregar esses belos girassóis lá mesmo.

Adorei. E vou adorar esse malinha esteja ele em Londres, trabalhando em um cruzeiro pelo Caribe – incomunicável -, em qualquer outro lugar em que ele se meta ou ali no Petrópolis mesmo. Luv ya.

P.S.2: Coral, te espero para a Páscoa. Ueba!