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Mais um semestre em que eu achei que fosse levar a vida na boa. Aí a pessoa resolve fazer kung fu 3x por semana, aulas na Letras 4x por semana, espanhol no sábado e mais 8 horas de trabalho por dia.

Shows, despedidas, barzinhos com amigos completam a soma de horas diária que fecha em quase 20. Dormir? É para os fracos. Mas rolou uma desmaiada nos dois últimos dias. Tipo deitar e acordar no outro dia com a mesma roupa, saca?

Quando começar a pensar no mestrado? Preciso fazer isso ainda esse mês. Em que área? Falta apenas esse pequeno detalhe.

Voltar a ler. Estava na tentativa de ler Apanhador no Campo de Centeio pela segunda vez, mas ler livro duas vezes em fases como essa é puro luxo. Depois de terminado O Turista Acidental, fico com Paris é uma Festa, do Hemingway.

By the way, título que peguei na ufirguis junto à English Complex Sentences, para me achar um pouquinho naquela aula de inglês meo chata às 7h30min da madruga de terças e quintas no campus do vale. Certo que já rolaram algumas matadas de aula.

Pelo menos tenho assistido filmes. Ou não. Tem dois baixados no computador esperando apenas por um bocadinho de tempo em que eu pare para ver e não pegue no sono. No cinema, rolou hoje Como Treinar seu Dragão, em 3D. Legalzinho. Bonitinho. Momento sociável com o ex-colega e bom amigo Gustavo Skrotzky, que já mentiu para mim que não tinha visto o filme dos Simpsons só para me fazer companhia. Adoro meus amigos.

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The girl who stare at movies

Estou com medo da próxima vez em que for ao cinema. Porque simplesmente foi uma sequência de filmes muito bons desde quinta-feira. Tudo começou com The Hurt Locker, que é ótimo, mas talvez o mais fraquinho da maratona que me impus. Vale pela tensão, que se renova a cada mudança brusca de planos e cada loucurada do sargento James, viciado na adrenalina de desativar bombas.

Sábado ainda foi dia de Oscar, com o argentino El Secreto de sus Ojos. Já citei ele no post anterior. Bonito, sensível, bem pensado e… putz, tenho que admitir, acho o Ricardo Darín um charme.

Domingo, com um pouco de ressaca e sinusite, fui atrás do moranguinho do bolo do Festival de Verão do RS, Whatever Works, do Woody Allen. Sala Paulo Amorim cheia. (abre parênteses) Sem companhia dessa vez, bateu a nostalgia dos tempos em que estagiava à noite e usava as tardes livres nas salas da Casa de Cultura ou do Santander Cultural para ver vários filmes, sozinha mesmo (fecha parênteses). Boris Yellnikoff. Melhor personagem rabugento e com TOC ever. Passou Jack Nicholson em As Good as It Gets, na minha cotação personagens ranzinzas (é, eu simpatizo com pessoas do tipo “garoto enxaqueca”). O filme é engraçado, irônico e inteligente.

E para fechar, segui em direção ao arteplex para ver George Clooney sendo mais engraçado ainda do que em Burn After Reading. Cara, eu adoro ele fazendo papéis assim. E aí The Men Who Stare at Goats traz uma sequência de surpresas boas, tipo Ewan McGregor de repórter que vai atrás de uma grande história apenas para fazer moral com a ex-mulher, Jeff Bridges de trancinha e no comando de uma unidade paz e amor do Exército, Kevin Spacey de paranormal invejoso, e o próprio Clooney se declarando um “jedi warrior”, he. Não deixa de ser um pouco besteirol, mas aquele besteirol esperto e eficiente, saca? No site oficial do filme, rolam uns videozinhos para conferir.