Munch e seu Skrik: a surpresa de Oslo

“I was walking along the road with two friends – the sun was setting – suddenly the sky turned blood red – I paused, feeling exhausted, and leaned on the fence – there was blood and tongues of fire above the blue-black fjord and the city – my friends walked on, and I stood there trembling with anxiety – and I sensed an infinite scream passing through nature” (Edvard Munch, sobre Skrik, o nome original da obra O Grito)

Não planejei Oslo. Só inseri a capital norueguesa ali no meio do trajeto porque queria fazer a viagem de trem Oslo-Bergen. Passei duas noites na cidade e tive, na prática, um dia para percorrer as “highlights”.

A surpresa é que não tinha me dado conta sobre a possibilidade de ver uma das versões do quadro mais famoso do norueguês Munch. Depois de todos os originais que consegui ver de Van Gogh, acho que essa foi a obra de arte que mais me empolgou em ver de perto.

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A versão de 1893 está na Galeria Nacional de Oslo. E 2013 é justamente o ano em que o país comemora os 150 anos de nascimento do pintor. Mas, infelizmente, as atrações especiais pela data ainda não tinham começado quando estava por lá. Uma programação especial será realizada pela Galeria Nacional e pelo Museu do Munch entre junho e outubro.

Tanto essa versão quanto outra presente no Munch Museum (são quatro) já foram roubadas. A primeira, em 1994, e a segunda, junto à obra Madonna, em 2004, em frente dos visitantes.

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