santiago (2)

comecei meu curso de espanhol na segunda-feira do dia 4 com um primeiro susto. na verdade, o alojamento na casa da professora não estava incluído no valor, como eu imaginava. isso me custou uns 140 e poucos dólares a mais, bem mais caro do que se continuasse no hostel. mas, enfim, foi bom,  já que o curso era de apenas uma semana. valeria mais para a imersão.

como todo mundo diz, realmente os chilenos falam rápido. mas nenhum fenômeno que eu já não tivesse percebido também nos argentinos ou nos uruguaios. e como o pessoal chileno é gente fina e parceira, sempre te atendem com atenção, o que significa também falar mais devagar.

na escola, tinha optado por uma semana intensiva chamada turbo ou combo, algo assim. tinha aulas do meu nível, intermediário, das 10h às 13h30min, com um intervalinho, e uma hora e meia de aula particular todos os dias, quatro deles com um professor gente finíssima, o sebastián, que me deu um pouco de conteúdo do nível avançado.

galera da rua com quem eu precisei conversar sempre acha que eu falo bem, mas, na verdade, só na escola pude ver o quanto de portunhol ainda escapa. espero ter melhorado um bocado disso, porque portunhol é um saco, sinceramente. das coisas que me fazem sair na frente é ter a facilidade com os “rrrr”, graças ao querido victor, amigo colombiano que fiz em londres e repetia meu nome assim: “rrrrrita”. a outra é não confundir a informalidade do tu com a formalidade do usted, do espanhol falado na maioria de nossos vizinhos. confusão típica dos brasileiros. ponto para os gaúchos.

por sorte, todo dia de manhã eu e lidia saímos no mesmo horário. ela tem várias histórias para contar, muito legal. e assim também não me perdia, porque ela mora numa ruazinha pequena, meio difícil de achar, mas num bairro muito tranquilo, nuñoa. íamos de táxi compartido, algo que achei fantástico em santiago. são linhas de táxi que levam pessoas diferentes pelo valor de uma passagem de ônibus, basicamente.

já a escola ficava no bairro providência, pertinho da zona mais boêmia da cidade, o bairro bella vista, mas também não fiz nada muito boêmio nesse período. no máximo, fui numa festinha em prol dos animais de rua, que a lidia me convidou.

festinha el perroton, em prol dos animais de rua

gostei do curso e da estadia em santiago. conheci mais umas tantas pessoas e já estava até me acostumando com o ritmo às vezes meio enlouquecido da cidade, passado o choque inicial patagônia-cidade grande. pena não poder ter visto a cordilheira “protegendo” a capital em sua totalidade, já que não chovia há um tempo em santiago e rola um smog forte.

fiquei de domingo a sexta na casa de lidia. no último dia mesmo, peguei um bus para san pedro de atacama, para me meter em novas “empreitadas”. foram 23 horas em um bus semi-cama (mais barato). para a volta, comprei passagem mais cara, tipo salon cama. mas a semi-cama mesmo estava ok. só me assustei com a quantidade de homens que entraram no bus, he. mas, ok, dormi feito um bebê de qualquer forma.

san pedro fica para os próximos capítulos.

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