santiago (1)

Acabou que eu me decidi por não fazer o esquema punta arenas-santiago-viña del mar. Fiquei direto por Santiago mesmo porque achei que com a função da escola, não teria muito tempo para visitar pontos turísticos e tal. em verdade que dá para matar os pontos principais em dois ou três dias, até porque eu não tava com muito saco de me dedicar a museus e os lances turísticos mais bombantes. queria mesmo viver a cidade.

fiquei no hostel che lagarto, bem localizado, na região central, a umas cinco quadras, no máximo, da Plaza de Armas. no hostel mesmo, tinha uma brasileira no meu quarto, a pollyanna. saímos a passear juntas nesse primeiro dia pelos atrativos mais históricos ali do centro. no meio desse caminho, pessoas na rua nos paravam, além dos “carabineros”, para avisar do cuidado que se deve ter com bolsas e pertences nessa região da cidade. dizem que no metrô também tem de ficar de olho.

Palácio de la Moneda

 

na sexta, fui ao cerro san cristóbal. como em toda a vida só fui ao zoo de sapucaia, aproveitei para dar uma banda pelo que tem no caminho do funicular. pena que os bichos que me interessavam mais estavam todos no clima “siesta”.

O tigre tava num lance sonequinha

não cheguei a vasculhar todo o parque, mas a vista do cerro é bem legal. ah, e antes de turistar pelo san cristóbal, fui buscar meu kit corredora de 10 km, constituído de um chip, uma camiseta, meu número de inscrição e mais umas firulas. como a entrega era durante a expo maratón, aproveitei para pegar biscoitinhos, sucos e etceteras, coisas que distribuíam por lá e se tornaram meu lanchinho da tarde. foda foi não resistir e gastar uma graninha numa jaqueta adidas, mas, ok, sairia bem mais caro em outra oportunidade.

quem apareceu para falar na expo foi a primeira-dama chilena, cecília morel.

Cecília Morel, na expo maratón

Rolava uma ansiedade com o lollapalooza, que iniciava no sábado. isso porque tinha que retirar os ingressos ainda, e já estava imaginando uma fila gigante. no fim das contas, como já contei antes, fui com o juan carlos, que também tinha de retirar os ingressos dele. a retirara era por inicial do sobrenome, e filas gigantes se formarvam a partir do S. viva os “horn”, mesmo com todo o “esmagamento” porque passei para ter os ingressos em mão, de qualquer forma.

buenos, nesse primeiro dia, deu pra ver los bunkers, cypress hill, steel pulse, ouvir the national curtindo um descanso na rede do parque o’higgins, e, por último, fatboy slim. curti pra caramba os três primeiros, dos quais nem tinha muitos planos de assistir. deu também para tentar dar uma treinada no espanhol, já que passei o dia com o juan carlos.

na volta para o hostel, quase não conseguimos entrar no metrô, mas rolou uma corrida antes que o portão fechasse. fui dormir direto, cansada e com um pouco com fome, preocupada com o baixo consumo de carboidratos pra quem tinha que correr 10km às 9h15min da manhã.

a maratona foi bastante divertida. tipo a de porto alegre multiplicada por cinco em número de participantes. eram mais de 25 mil deles, dentre os que correriam 10, 21 ou 42km. fiz em tempo recorde pessoal: 54 minutos. e como já tinham me dito, pouco se sua no chile, por causa do tempo seco. do início ao fim, volta e meia rolava um chi chi chi le le le, viva chile! quase entoei junto, he.

por onde corri os 10km

da maratona, tinha que correr ao hostel, packing again, e então seguir para a casa da lídia, onde passaria minha semana enquanto estudante intensiva de espanhol. de lá, ainda tinha de correr ao parque o’higgins, para mais um dia de lollapalooza. precisava chegar cedo porque sabia que estavam rolando filas gigantes para o tech stage, onde rolavam os shows alternativos, e não queria perder o devendra banhart.

enfrentei uma fila gigante que não serviu pra nada. todo mundo se esmagou e rezei para não cair no chão, pois tinha certeza que seria pisoteada. mas, enfim, consegui entrar.

não consegui encontrar o juan carlos nesse dia, entonces encarei o festival sozinha. por isso, depois do devendra, só rolou de ver mais fischerspooner e rumar de volta para a casa da lidia. com isso, infelizmente, não rolou de ver jane’s adiction. como ela morava perto do estádio nacional, mas numa rua que nenhum taxista conhecia muito, achei mais prudente voltar quando ainda estava claro.

a casa era bem legal, lidia e seus sobrinhos eram uns fofos e a cama era muito boa! buenos, relatos dos meus próximos dias em santiago e do curso de espanhol virão na sequência.

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Heavy boots

Não chove há um tempo em Santiago e o smog não te deixa ver a cordilheira

De tanta circulação em van, ônibus, catamarã e pernas naqueles dias de Calafate e sul do Chile, entrar naquele voo Punta Arenas-Santiago foi quase um estranhamento. Ainda que o aeroporto da cidade fosse minúsculo, era muita “modernidade” depois de uma “vida tão simples”.

Três horas de bus até punta arenas, mais cinco horas de voo até santiago.  praticamente terminei “adeus, columbus”, do roth. um episódio de friends no voo amainou o sentimento de heavy, heavy boots. não sei porque sempre sonho com meu pai quando tô viajando.

Cheguei a Santiago às 20h30min de quinta, 30 de março. casacos, mantas, luvas, tudo pro fim da mochila. peguei um transfer vip até o che lagarto, onde ficaria até o início do curso de espanhol. a opção do transfer é bem mais barata do que ir de táxi, tipo uns 1o mil pesos chilenos a menos (ou 1o lucas, como eles dizem).

hostel bombando com a aproximação do lollapalooza no fim de semana, mais a maratona de santiago 2011 no domingo. desisti da ideia de ir pra vina del mar e valparaiso pra conhecer a capital nesses dias, já que estaria envolvida com os dois tais eventos e o curso na outra semana. no fim, foi uma boa ideia.  ia sozinha no festival, e isso tava me deixando um pouco ansiosa (patagônia, tudo bem, com esse amontoado de gente, não!).  conheci no che lagarto um cubano que também tava sozinho pro festival e fomos junto no primeiro dia. saca só o nome: juan carlos. boa coincidência, não?

o trânsito, o amontoado de pessoas, os guardas te parando pra dizer que se tome cuidado com bolsas e máquinas, tudo isso te dá uma primeira sensação de insegurança, mas santiago me parece mais segura do que porto alegre. o que me incomodou mesmo, de início, foi o agito todo, afinal, foi um salto dos 19 mil habitantes de puerto natales para os mais de cinco milhões da capital.

mais sobre o festival, a maratona e minha estadia na casa de Lidia, professora da escola onde to fazendo uma semana de intensivo de espanhol, fica pra depois. amanhã vou pra San Pedro de Atacama, umas 23 horas de bus, o que me faz querer aproveitar a última noite na caminha boa onde estou!