Heavy boots

Não chove há um tempo em Santiago e o smog não te deixa ver a cordilheira

De tanta circulação em van, ônibus, catamarã e pernas naqueles dias de Calafate e sul do Chile, entrar naquele voo Punta Arenas-Santiago foi quase um estranhamento. Ainda que o aeroporto da cidade fosse minúsculo, era muita “modernidade” depois de uma “vida tão simples”.

Três horas de bus até punta arenas, mais cinco horas de voo até santiago.  praticamente terminei “adeus, columbus”, do roth. um episódio de friends no voo amainou o sentimento de heavy, heavy boots. não sei porque sempre sonho com meu pai quando tô viajando.

Cheguei a Santiago às 20h30min de quinta, 30 de março. casacos, mantas, luvas, tudo pro fim da mochila. peguei um transfer vip até o che lagarto, onde ficaria até o início do curso de espanhol. a opção do transfer é bem mais barata do que ir de táxi, tipo uns 1o mil pesos chilenos a menos (ou 1o lucas, como eles dizem).

hostel bombando com a aproximação do lollapalooza no fim de semana, mais a maratona de santiago 2011 no domingo. desisti da ideia de ir pra vina del mar e valparaiso pra conhecer a capital nesses dias, já que estaria envolvida com os dois tais eventos e o curso na outra semana. no fim, foi uma boa ideia.  ia sozinha no festival, e isso tava me deixando um pouco ansiosa (patagônia, tudo bem, com esse amontoado de gente, não!).  conheci no che lagarto um cubano que também tava sozinho pro festival e fomos junto no primeiro dia. saca só o nome: juan carlos. boa coincidência, não?

o trânsito, o amontoado de pessoas, os guardas te parando pra dizer que se tome cuidado com bolsas e máquinas, tudo isso te dá uma primeira sensação de insegurança, mas santiago me parece mais segura do que porto alegre. o que me incomodou mesmo, de início, foi o agito todo, afinal, foi um salto dos 19 mil habitantes de puerto natales para os mais de cinco milhões da capital.

mais sobre o festival, a maratona e minha estadia na casa de Lidia, professora da escola onde to fazendo uma semana de intensivo de espanhol, fica pra depois. amanhã vou pra San Pedro de Atacama, umas 23 horas de bus, o que me faz querer aproveitar a última noite na caminha boa onde estou!

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