Por que a justiça ainda não tirou o quadro do ar? dá para entender?

“A menina Maisa protagonizou uma nova cena de choro no “Programa Silvio Santos”, que foi ao ar neste domingo (17) no SBT.

No programa, Silvio Santos diz que não quer mais conversar com a garota. “Porque na semana passada você deu vexame, ficou chorando no palco como se fosse uma criancinha de um mês de idade.”

Diante da reprimenda do apresentador, os olhos de Maisa começam a se encher de lágrimas.

“Mas você chora à toa. Parece uma atriz de televisão. Qualquer coisinha fica magoada. Auditório, eu estou falando alguma coisa para ela chorar?”, questiona Silvio.

Desconcertada, Maisa olha para o chão e diz que ficou “magoada”. Chorando e gritando, ela sai do palco e bate a cabeça em uma das câmeras do programa.

“Que artista cheia de banca”, diz Silvio que, em seguida, com o público seguindo em coro, grita: “Medrosa, medrosa, medrosa.”

“Tá doendo muito! Posso ir lá para a minha mãe?”, pergunta Maisa ao voltar para o palco.

Maisa se dirige até o local onde se encontra sua mãe. No entanto, a mãe se recusa a receber a filha nos bastidores.

Ela se volta para o apresentador: “Silvio, deixa esperar sarar que eu volto. Gosto muito de você, mas está doendo muito.”

“Silvio, meu Deus, tá doendo muito. Silvio, semana que vem vou gravar dois programas”, grita a garota.

Em seguida, ela toma um copo de água, resolve encerrar o quadro “Pergunte para Maisa” e sai do palco.

“Só cria caso. Toda semana ela cria caso”, conclui Silvio.”

Fonte: www.folhaonline.com.br, em 18 de maio

… de sentir aquela dor no olho quando toma algo muito gelado?

… de ter cãimbra no pé quando o estica para colocar uma calça no inverno?

… de estalar o maxilar vez ou outra?

… de sonhar que tá caindo e dar aquela puxada assustadora?

… de entregar uma moeda ao cobrador do ônibus achando que era um VT?

… de falar perto do ventilador ligado para ouvir a voz de robô?

… achar que a ligação de alguém era o despertador do celular e desligar na cara?

Ah, maldita falta de tempo que não me deixa comentar o Wolverine, as minhas aulas na Letras, a mudança profissional, a perda de um tio e tudo que eu precisava fazer, mas estou sem tempo.

Espero que me sobrem dedos até esse estresse passar um pouco. Maldita mania essa de automutilação (com hífen ou sem hífen?). Aliás, comprei a gramática atualizada do Bechara que ainda não tive tempo de olhar com carinho. Assim como todos os outros livros que ganhei de formatura. A não ser “Para Entender Saussure”, de Castelar de Carvalho. Até porque, signo linguístico, arbitrariedade do signo, relações paradigmáticas e sintagmáticas têm de estar na ponta da língua até sexta-feira. Puxa, prova. Nem lembrava mais como era isso, depois de quatro anos e meio de Fabico.

Coerência nesse texto. coesão. tá faltando? ah, não, isso é matéria de outra cadeira. Puxa, texto para entregar terça, baseado em notícia. Mas não notícia. Isso fica lá para o trabalho. Sempre às pressas. Deadline, deadline. O do  meu tio foi 80 anos. E até que foi muito, disse o pastor.

Cansei, vou dormir minhas cinco horinhas de sono diárias. Volto amanhã (mentira! semana que vem, talvez) para escrever algo mais claro e com sentido. Talvez sobre o bonitão do Hugh Jackman e o Wolverine.

Quem dera eu estivesse todo esse tempo de férias. Mas não. Sorry. Foi por pura falta de tempo que não rolou mais postar. Quase mato de tédio meus dois leitores (para o meu contador de visitas, isso significa eu, no internet explorer, no trabalho, e eu, no mozilla, em casa).

Buenas, para quem não sabe, parte do tempo ocupado se deve às aulas do curso de Letras, bacharelado em inglês, feito todas as manhas, de segunda a sexta-feira. E essas manhãs começam bem cedo (madrugada, melhor dizendo), lãããããã no campus do vale da UFRGS. É vontade de continuar estudando depois de ter recém se formado, não é? Pior que é! tô amando as aulas. Principalmente as de linguística.

Ah, então, voltando em grande estilo, aproveito para contar que eu e um grupo de colegas somos finalistas do prêmio Unirádio, da FM Cultura, na categoria Radiofonização de Textos Literários. Eles premiam trabalhos universitários que foram veiculados na rádio durante o ano. Pena que nosso concorrente é forte, mas já é legal ter sido indicado para a final. Quem quiser conferir, é a audioficção João Carlos, dispoonível NESTE site

Pessoas, estou de férias – andando por Peru e Bolívia – até o dia 3 de abril. Nesse período, vocês podem me acompanhar nesse blog de viagem.

see you!

Reino Unido desiste de pedir visto a brasileiros

Depois de cogitar pedir visto para turistas brasileiros ou de enviar agentes de imigração para fazer triagem nos aeroportos do país -medida rechaçada pelo Itamaraty e pelo presidente Lula-, o Reino Unido decidiu manter o Brasil na lista de países com isenção de vistos. No ano passado, o Brasil foi incluído numa lista de 11 países (entre eles Bolívia, Venezuela, Namíbia, África do Sul, Lesoto e Suazilândia) que representam riscos para o Reino Unido em relação à imigração ilegal, à criminalidade e à segurança. À época, a medida provocou polêmica e recebeu censura do presidente Lula e do ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, que disse que o Brasil aplicaria o princípio da reciprocidade caso o Reino Unido exigisse mesmo o visto dos brasileiros. A estimativa é que aproximadamente 150 mil brasileiros vivam atualmente no Reino Unido, entre legais e ilegais. Em 2007, dado mais recente, 133 mil brasileiros saíram do país e desembarcaram em terras britânicas.

Fonte: Folha de S.Paulo de 11 de fevereiro de 2009

Eu me pergunto o que fez o Reino Unido voltar atrás na decisão. Será que é porque seria muita hiprocrisia considerar o Brasil um risco à imigração ilegal, à criminalidade e à segurança, quando eles levam nos ombros a culpa de balear e matar um brasileiro inocente pelas costas?

Tem uma frase do filme O Curioso Caso de Benjamin Button que, além de fazer os espectadores rirem, ficou martelando na minha cabeça. Lá pelas tantas, Daisy (Cate Blanchett) diz para Benjamin (Brad Pitt): “Que diferença faz se no começo ou no fim todos usamos fraldas”.

Pois é. Que diferença faz? Não foram poucas as vezes em que vi pessoas olharem para as pessoas velhinhas – às vezes em cadeiras de rodas, às vezes esquecendo os fatos, às vezes usando fraldas – e comentarem: “Quero morrer logo, não quero ficar assim”. Outras tantas olham para seus pais, tios ou avós e ficam desconcertados por vê-los precisando de suporte.

Crianças também precisam de suporte – ou de fraldas –, mas ninguém se atreve a achar triste ou decadente. Porque as crianças são o futuro. Mas e os velhinhos? Que lugar simbólico lhes sobra além do fim?

Todos os velhinhos me doem. Não porque eu fique triste por eles ou sinta pena ou os ache decadentes pelo uso de fraldas. Todo velhinho me faz lembrar do tempo que ainda faltava para meu pai precisar de suporte. A cada cabeça branca na esquina, a cada passo mais lento a minha frente, eu vejo um pouco dele alguns anos além. Imagino-o esquecendo coisas, trocando fatos, pedindo o meu braço para levantar.

E em cada passo em falso, em cada tombo, em cada refrescar de memória, eu estaria lá. Por isso – e quaisquer outros motivos seriam estúpidos – é que todos os velhinhos me doem.

Como meme é coisa que não apenas se passa adiante, mas também  se “rouba” dos outros, furtei esse da Marcia Benetti

O título desse é sete coisas que você não sabia sobre mim

1) Eu durmo até hoje com um travesseirinho menor que os outros, que eu gosto de colocar sobre o rosto antes de dormir. Desde pequena, houve variações dele (imaginem se o mesmo tivesse sobrevivido nesses quase 29 anos! ECA). Além das fronhas serem infantis, ninguém, exceto eu, pode usá-lo. Ah, ia quase esquecendo de contar: eu bati pé e fiz escândalo na vez em que minha mão perdeu a “primeira versão” dele na rua. Quase fiz ela voltar todo o caminho para encontrá-lo.

2) Minha merenda preferida nos tempos de escola era cacetinho (pão francês, para os paulistas) “adormecido” com margarina e… AÇÚCAR. Pior que isso só o Luciano, meu irmão, que come pão com mostarda e açúcar. Mas e daí? bizarro mesmo é gostar de frutas cristalizadas, vamos combinar, né? aquele negócio coloridinho e gelatinoso, argh

3) Quando eu como arroz, feijão e carne, eu PRECISO comê-los todos juntos. Assim ó: eu ponho a carne na ponta do garfo e empurro com a faca um tanto de arroz e feijão para o resto do garfo e levo todos à boca. Eu juro que a dôtora não diagnosticou TOC.

4) Tá, agora é para queimar o filme mesmo: até meus 16 anos, eu nao conseguia “ir aos pés” (usando o linguajar de quem vai ao médico e fica com vergonha de dizer que caga – ups, escapou!) em outros lugares e, nem mesmo, na minha própria casa, caso o resto da família não estivesse ausente ou dormindo. Uôu! very weird, I know it. Mas eu sigo jurando: a dôtora não disse que eu tenho TOC. Também, depois de um ano de psicoterapia, hoje não existe hora nem local para o meu amigo intestino.

5) Eu tenho uma memória de elefante. Tá, essa não é tão novidade assim, pois eu vivo escandalizando meus amigos com a lembrança dos fatos mais bizarros e inúteis.

6) Eu tenho vergonha de chorar na frente dos outros. Ontem mesmo fui ver Marley & Eu e tentei não fazer parte do coro de fungadas da sala de cinema, deixando rolar apenas lágrimas disfarçadas. Mas nada me segura em Cinema Paradiso. Deus, aquela trilha sonora do Morricone deve ter algum encantamento. Não é possível! posso estar vendo o filme pela enésima vez que não dá para resistir às aventuras de Toto e Alfredo.

7) tenho a mania de começar vários livros ao mesmo tempo, o que, por vezes, faz com que demore alguns meses para terminá-los.

Passo adiante para todo mundo, mas o André TEM QUE FAZER. Quero só ver o que ele vai colocar ;)

Passadas umas duas horas de filme eu lembrei de que já estava na sala de cinema “há um certo tempo”. Olhos concentrados na tela, queria mesmo era que ainda houvesse outras duas. Assim se passaram as quase três horas em que assisti ao novo filme de David Fincher. O Curioso Caso de Benjamin Button (2008 ), com Brad Pitt e Cate Blanchett, estreiou na última sexta-feira, dia 16.

A produção é baseada no conto de F. Scott Fitzgerald, de mesmo nome, publicado em 1922 na revista Collier’s Weekly. Trata-se da diferente história de Benjamin Button, um bebê que nasce velho, em 1918, com problemas da velhice – como catarata e artrite –, e que rejuvenesce com o passar dos anos. Com a morte da esposa durante o parto, o pai de Benjamin, após perceber a estranheza da criança, abandona-a na porta de uma espécie de lar de idosos, onde ele é encontrado por Queenie (Taraji P. Henson), administradora do tal lar. Ela resolve criá-lo, mesmo com as expectativas de que talvez ele não tivesse muito tempo de vida.

Criado no meio de idosos, Benjamin não se sente estranho, mas conhece, desde cedo, a dor de perder aqueles que lhe são queridos. Ainda criança (em idade), conhece Daisy (interpretada por Blanchett na maturidade), a neta de uma das integrantes do asilo. Com ela, Benjamin brinca e, quando adulto, apaixona-se.

Depois de chegar aos 17 anos, já não tão envelhecido, o protagonista resolve partir para conhecer o mundo e a vida. Entre aventuras, trabalho e mulheres, percebe-se que o amadurecimento de Benjamin é inversamente proporcional a seu rejuvenescimento.

A parceria Fincher e Pitt já rendeu outras dádivas ao cinema. A primeira delas foi em 1995, com Seven. Depois veio O Clube da Luta, de 1999. Mas nenhuma comparação aqui é possível. E isso se deve, em parte, ao roteirista Eric Roth, o mesmo de Forrest Gump (1994). A ingenuidade e a delicadeza de Button, personagem de Pitt, lembra um pouco a história da personagem de Tom Hanks.

Mesmo fantástica e inusitada, a história do garoto que nasce velho e se torna cada vez mais jovem se aproxima da realidade pelos fatos que envolvem seu enredo, como as Primeira e Segunda Guerra mundiais e o furacão Katrina, que atingiu New Orleans – o lugar onde se passa o filme – em 2005. Orçada em 150 milhões de dólares, a obra conta com bons efeitos de maquiagem. Pitt – que viveu a maioria das fases da personagem, passando a bola a atores mirins apenas nos últimos momentos – precisava de cinco horas diárias para concluir a caracterização física da personagem.

Um pouco em tom de fábula, a produção fala de vida, morte, envelhecimento, juventude e, principalmente, das fronteiras tênues que separam tudo isso. O tempo não deixa de ser também uma personagem do enredo, uma vez que ele passa para todos, independentemente do sentido em que se dirige. De bebê a velho, ou de velho a bebê, passamos pelos mesmos decobrimentos, mesmas dores, mesmas dependências ao mundo externo – o que inclui as pessoas que nos rodeiam. O que importa, portanto, não é em que sentido a vida passa, mas como fazemos ela passar e os princípios que nos levam adiante.

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